Transtorno bipolar confundido com depressão | O diagnóstico que salva vida no Setembro Amarelo Pular para o conteúdo

Transtorno bipolar confundido com depressão

No Setembro Amarelo, o Dr. Endrigo Neves fala do transtorno afetivo bipolar, um dos quadros de maior risco em saúde mental e ainda frequentemente confundido com uma depressão comum.

Estima-se que entre 25% e 50% das pessoas com transtorno bipolar tentem suicídio ao longo da vida.

E existe um detalhe que merece muita atenção. Muitos pacientes procuram ajuda durante a fase depressiva. Se ninguém investigar episódios anteriores de mania ou hipomania, esse paciente pode acabar tratado como se tivesse apenas uma depressão comum.

O problema é que, no transtorno bipolar, antidepressivo usado isoladamente pode desencadear episódios de mania, acelerar a alternância entre as fases ou provocar estados mistos, quando sintomas depressivos e de agitação acontecem ao mesmo tempo. Os episódios mistos estão entre os momentos de maior risco.

Por isso a mensagem do Setembro Amarelo não é apenas procurar tratamento, é procurar um diagnóstico correto. Nem toda depressão é igual. Perguntar sobre períodos de energia excessiva, redução da necessidade de sono, impulsividade ou euforia pode mudar completamente a conduta.

Um diagnóstico preciso não muda apenas a medicação. Pode salvar uma vida.

Se você está passando por um momento difícil, o CVV atende 24 horas pelo 188, ligação gratuita.

O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo

Quando, no mês de setembro amarelo, falamos sobre a valorização da vida, muita gente pensa apenas em depressão, mas existe um transtorno que está entre os que apresentam maior risco e que, infelizmente, ainda é frequentemente confundido com uma depressão comum. Eu estou falando do transtorno afetivo bipolar. Estima-se que entre 25% e 50% das pessoas com transtorno bipolar tentem suicídio ao longo da vida, sendo assim um dos transtornos psiquiátricos com maior risco.

E existe um detalhe que merece muita atenção. Muitos pacientes procuram ajuda durante a fase depressiva, e se ninguém investigar episódios anteriores de mania ou hipomania, esse paciente pode ser tratado como se tivesse apenas uma depressão comum. O problema é que, em pessoas com transtorno bipolar, antidepressivos usados isoladamente podem desencadear episódios de mania, acelerar a alternância entre as fases ou provocar estados mistos, quando os sintomas depressivos e de agitação acontecem ao mesmo tempo, e justamente os episódios mistos estão entre os momentos de maiores riscos para esse comportamento.

Por isso, no Setembro Amarelo, a mensagem não é apenas procurar tratamento, é procurar um diagnóstico correto. Nem toda depressão é igual. Perguntar sobre os períodos de energia excessiva, redução de necessidade do sono, impulsividade ou euforia pode mudar completamente o tratamento.

E em psiquiatria, um diagnóstico preciso não muda apenas a medicação, pode salvar uma vida.

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