TDAH em mulheres: por que o diagnóstico demora tanto para chegar
Parte 3 da série sobre TDAH. Meninos com TDAH correm, interrompem, fazem bagunça. Meninas com TDAH ficam quietas, sonhando acordadas, tentando se encaixar. O Dr. Endrigo Neves explica por que elas passam despercebidas.
O subtipo desatento, sem hiperatividade visível, é muito mais comum nelas. E como não dá trabalho, ninguém investiga. Enquanto isso, a menina aprende a compensar com esforço enorme: estuda o dobro para tirar a mesma nota, desenvolve estratégias para parecer organizada, cria sistemas de lembrete para não falhar. Isso se chama mascaramento, e cansa muito.
Por isso mulheres com TDAH chegam à vida adulta com taxas muito maiores de ansiedade, depressão e baixa autoestima. Passaram a vida acreditando que eram menos capazes. O diagnóstico médio nelas é anos mais tardio do que em homens.
O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo
Meninos com TDAH correm, interrompem, fazem bagunça. Meninas com TDAH ficam na delas, quietas, sonhando acordadas, tentando se encaixar e ninguém pergunta o porquê. O TDAH em mulheres tende a se apresentar de forma diferente.
O subtipo desatento, sem a hiperatividade visível, é muito mais comum nelas. E como não dá trabalho, passa despercebido. Enquanto isso, a menina aprende a compensar com um esforço enorme.
Estuda o dobro para ter a mesma nota. Desenvolve estratégias para aparecer organizada. Cria sistema de lembretes para não falhar.
Isso se chama mascaramento e cansa muito. E por isso que mulheres com TDAH chegam à vida adulta com taxas muito maiores de ansiedade, depressão e baixa autoestima, porque passaram a vida inteira acreditando que eram menos capazes. O diagnóstico médio em mulheres é anos mais tardio do que em homens.
E isso é um problema clínico e de equidade em saúde. Se você é uma mulher que sempre se sentiu lenta, bagunçada, difícil de se organizar apesar de esforçar muito, vale conversar com um médico sobre isso. Manda esse vídeo para alguém que você acha que vai se identificar.