Clonazepam e alprazolam viciam? Benzodiazepínico é aliado ou inimigo
Clonazepam, alprazolam, diazepam, bromazepam, lorazepam. Provavelmente você conhece alguém que toma um desses. O Dr. Endrigo Neves explica se benzodiazepínico é aliado ou inimigo da saúde mental.
A resposta é que pode ser os dois, e a diferença não está no comprimido, está na forma como ele é utilizado.
Os benzodiazepínicos são excelentes medicamentos para controlar crises intensas de ansiedade, síndrome do pânico e até convulsões. Nessas situações trazem alívio rápido e mudam completamente a qualidade de vida do paciente.
O problema começa quando um medicamento pensado para um período curto passa a ser usado por meses ou anos sem reavaliação adequada. Aí aumentam os riscos de tolerância, dependência, dificuldade para suspender a medicação, prejuízo de memória e de cognição, sonolência e quedas, principalmente em idosos.
Sobre a ideia de que benzodiazepínico causa demência: até hoje a ciência não conseguiu comprovar isso de forma definitiva. O que se sabe com segurança é que o uso prolongado pode prejudicar cognição e memória enquanto a pessoa utiliza a medicação, além de aumentar outros riscos clínicos.
Benzodiazepínico não é vilão e também não é para ser banalizado. Com indicação médica, na dose certa e pelo tempo certo, é um grande aliado. Quando vira a única resposta para todo sofrimento emocional, vira problema.
O objetivo do tratamento nunca é fazer alguém depender de um remédio, é devolver autonomia.
O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo
Benzodiazepínico, aliado ou inimigo? Clonazepam, alprazolam, diazepam, bromazepam, lorazepam. Provavelmente você conhece alguém que toma um desses medicamentos, mas afinal, eles são aliados ou inimigos da saúde mental? Na verdade, eles podem ser os dois e a diferença entre um e outro não está no comprimido, está na forma como ele é utilizado. Os benzodiazepínicos são excelentes medicamentos para controlar crises intensas de ansiedade, síndrome do pânico e até convulsões.
Nessas situações, eles podem trazer um alívio rápido e mudar completamente a qualidade de vida de um paciente. O problema começa quando um medicamento pensado para ajudar por um período curto passa a ser usado por meses ou anos sem uma reavaliação adequada. Nesse cenário, aumentam os riscos de tolerância, dependência, dificuldade para suspender a medicação, prejuízo da memória, de cognição, sonolência, quedas, principalmente em idosos.
E existe um detalhe importante. Muita gente diz que os benzodiazepínicos causam demência. Até hoje, a ciência não conseguiu comprovar isso de forma definitiva.
O que sabemos com segurança é que o uso prolongado pode prejudicar a cognição e a memória, enquanto a pessoa utiliza a medicação e aumentar diversos outros riscos clínicos. Então, os benzodiazepínicos não são vilões. Também não são medicamentos para serem banalizados.
Quando usado com indicação médica para casos específicos, na dose certa, pelo tempo certo, eles são grandes aliados. Mas quando se tornam a única resposta para todo o sofrimento emocional, acabam se transformando em um problema. Na psiquiatria, o objetivo nunca é fazer alguém depender de um remédio, mas sim devolver autonomia.