Remédio para dormir: por que ele não deveria ser a primeira resposta na insônia
O Dr. Endrigo Neves explica por que a primeira pergunta de quem tem insônia não deveria ser "qual remédio me faz dormir", e sim "por que eu não estou conseguindo dormir".
Insônia quase nunca é só falta de sono. Ela pode ser sintoma de ansiedade, depressão, estresse, dor, apneia do sono, excesso de cafeína, alteração hormonal, efeito de outros medicamentos ou de uma rotina completamente desorganizada.
Medicação pode ajudar, e em alguns momentos é necessária para quebrar o ciclo de noites mal dormidas. O problema começa quando o remédio vira a única estratégia, porque dormir sedado não é necessariamente dormir bem. Alguns medicamentos usados para dormir podem causar tolerância, dependência, sonolência durante o dia, prejuízo de memória, risco de quedas, piora da respiração durante o sono e interação perigosa com álcool.
Por isso automedicação para insônia é risco, principalmente quando a pessoa aumenta a dose por conta própria, mistura remédios ou usa a medicação de outra pessoa.
Tratar insônia é, antes de tudo, investigar a causa. Demora a pegar no sono, desperta de madrugada, acorda cedo demais, o sono não é reparador, tem ronco ou pausas na respiração: cada resposta muda a conduta.
As diretrizes internacionais colocam a terapia cognitivo-comportamental para insônia como tratamento de primeira linha na insônia crônica. Isso não significa que remédio nunca deve ser usado. Significa que o sono também precisa ser reconstruído com comportamento, rotina, ambiente e a associação certa entre cama e sono.
O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo
Se você tem insônia, a primeira pergunta não deveria ser qual remédio me faz dormir, mas sim por que eu não estou conseguindo dormir? Porque insônia quase nunca é só falta de sono. Ela pode ser um sintoma de ansiedade, depressão, estresse, dor, apneia do sono, excesso de cafeína, alteração hormonal, efeito de medicamentos ou de uma rotina completamente desorganizada. E sim, medicações podem ajudar.
Em alguns momentos, elas são necessárias para quebrar o ciclo de noites mal dormidas, reduzir sofrimento e recuperar o funcionamento. O problema começa quando o remédio vira a única estratégia, porque dormir sedado não é necessariamente dormir bem. Alguns medicamentos usados para dormir podem causar tolerância, a dose que funcionou hoje deixa de funcionar amanhã, dependência, sonolência durante o dia, prejuízo de memória, risco de quedas, piora da respiração durante o sono, interação perigosa com álcool e outras medicações.
Por isso, automedicação para insônia não é nada seguro. É risco, principalmente quando a pessoa aumenta a dose por conta própria, mistura remédios ou usa a medicação de outra pessoa. Tratar insônia é, antes de tudo, investigar a causa.
Você demora a pegar no sono? Desperta no meio da madrugada? Acorda cedo demais? O sono não é reparador? Tem ronco, pausas na respiração, pernas inquietas? E os hábitos? Uso de tela na cama, café à noite, álcool, cochilos à tarde? Cada uma dessas respostas muda a conduta. E um dado que pouca gente conhece é que as diretrizes internacionais colocam a terapia cognitivo-comportamental para insônia como tratamento de primeira linha para insônia crônica. Isso não significa que remédio nunca deve ser usado.
Significa que o sono também precisa ser reconstruído com comportamento, rotina, ambiente, manejo dos pensamentos e a associação certa entre cama e sono. Então, antes de buscar uma medicação para apagar, procure entender o que está roubando o seu sono. Porque o objetivo do tratamento não é só dormir mais, é dormir melhor, com segurança, com qualidade e saúde.