TDPM: o que o filme Red ajuda a explicar sobre TPM severa Pular para o conteúdo

TDPM: o que o filme Red ajuda a explicar sobre TPM severa

Usando o filme Red, da Pixar, como ponto de partida, o Dr. Endrigo Neves explica o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, o TDPM.

Antes de tudo: o filme não é sobre TDPM. Ele fala sobre crescer, mudar de corpo, viver a puberdade e lidar com vergonha, emoções intensas e conflitos familiares. Mas a imagem da Mei se transformando quando sente emoções fortes demais serve para começar uma conversa importante.

Nem toda oscilação de humor antes da menstruação é transtorno. Irritabilidade, cólica, sensibilidade, inchaço e cansaço podem fazer parte da experiência pré-menstrual.

O TDPM é diferente: atinge uma parcela menor das pessoas que menstruam, com sintomas muito mais intensos, cíclicos e com prejuízo real. Tristeza profunda, ansiedade intensa, crises de choro, explosões de raiva, sensação de perda de controle, conflitos nos relacionamentos e queda de rendimento.

O padrão que diferencia: os sintomas aparecem na fase pré-menstrual e melhoram depois que a menstruação começa. TDPM tem tratamento.

O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo

Antes de qualquer coisa, o filme Red, da Pixar, não é sobre transtorno disfórico pré-menstrual. O filme fala sobre crescer, mudar de corpo, viver a puberdade, lidar com vergonha, emoções intensas e conflitos familiares. Mas, justamente por isso, ele serve como uma metáfora interessante para começarmos uma conversa importante.

No filme, a Mei se transforma numa fera quando sente as emoções fortes demais, e essa imagem ajuda a falar de algo que muita gente ainda trata como piada. O transtorno disfórico pré-menstrual, o TDPM. Nem toda oscilação de humor antes da menstruação é transtorno.

Irritabilidade, cólica, sensibilidade, inchaço, cansaço. Isso pode fazer parte da experiência pré-menstrual de muitas pessoas. O TDPM é diferente.

Ele atinge uma parcela menor das pessoas que menstruam, mas com sintomas muito mais intensos, cíclicos e com prejuízo real. Tristeza profunda, ansiedade intensa, crises de choro, explosões de raiva, sensação de perda de controle, conflitos nos relacionamentos e queda no rendimento no trabalho, nos estudos, na vida social. E existe um ponto essencial para o diagnóstico.

Esses sintomas aparecem principalmente na fase pré-menstrual e tendem a melhorar depois que a menstruação começa. É esse o padrão que diferencia. Ou seja, não é frescura, não é drama, não é mulher sendo difícil.

É sofrimento psiquiátrico com padrão, com impacto e com possibilidade de tratamento. O problema é que por muito tempo esse sofrimento foi diminuído com frases como "ah, é só TDPM, daqui a pouco passa, você está exagerando". Só que quando todos os meses a pessoa sente que perde o controle de si, briga sem querer brigar, chora sem conseguir parar, se afasta de quem ama ou se sente tomada por uma versão que não reconhece, isso precisa ser escutado com seriedade.

Assim como no filme, talvez o ponto não seja esconder a fera a qualquer custo. Talvez o primeiro passo seja entender o que ela está tentando mostrar. TDPM tem tratamento e procurar ajuda não é exagero, é cuidado.

Porque saúde mental também é reconhecer quando aquilo que parece só uma fase está na verdade pedindo atenção.

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