Toy Story 5 e o impacto das telas | O que o excesso faz com a saúde mental Pular para o conteúdo

Toy Story 5 e o impacto das telas

Em Toy Story 5, os brinquedos enfrentam um rival diferente: uma tela. O Dr. Endrigo Neves usa o filme para falar de um dos conflitos mais atuais das nossas casas.

Não é só sobre o brinquedo perdendo espaço, é sobre a gente perdendo presença. A criança que brinca menos, o adulto que conversa olhando para o celular, o casal que divide a cama com duas telas, a família junta e cada um num mundo diferente.

Tela não é vilã. Ela aproxima pessoas, ajuda no trabalho, no estudo, no lazer e até no cuidado em saúde. O problema começa quando ela deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o lugar da experiência.

O uso excessivo se associa a pior qualidade de sono, mais sedentarismo, dificuldade de atenção, comparação social, irritabilidade e aumento de sintomas ansiosos e depressivos, principalmente em crianças e adolescentes.

E o ponto principal não é o tempo de tela: é que conteúdo eu consumo, em que horário, o que deixo de viver quando estou conectado e como me sinto depois.

O que o Dr. Endrigo explica neste conteúdo

Em Toy Story 5, os brinquedos enfrentam um rival diferente, uma tela. E talvez esse seja um dos conflitos mais atuais das nossas casas. Porque não é só sobre o brinquedo perdendo espaço, é sobre a gente perdendo presença.

A chegada de um tablet na história escancara uma cena que se repete todos os dias. A criança que brinca menos, o adulto que conversa olhando para o celular, o casal que divide a cama com as duas telas, a família que está junta, mas cada um num mundo diferente. E vamos ser justos, tela não é vilã.

Ela aproxima pessoas, ajuda no trabalho, no estudo, no lazer e até no cuidado em saúde. O problema começa quando ela deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o lugar de experiência. Quando substitui o brincar, o tédio, o sono, o contato visual, a conversa difícil e até a nossa capacidade de simplesmente estar onde estamos.

Para a saúde mental isso importa muito. O uso excessivo de telas se associa à pior qualidade do sono, mais sedentarismo, dificuldade de atenção, comparação social, irritabilidade e aumento de sintomas ansiosos e depressivos, principalmente em crianças e adolescentes. Mas o ponto principal não é sobre o tempo de tela.

É se questionar que conteúdo eu consumo, em que horário eu uso, o que eu deixo de viver quando estou conectado e como eu me sinto depois. Na infância brincar não é perda de tempo. Brincar é desenvolvimento emocional, social, motor e cognitivo.

É brincando que a criança imagina, negocia, se frustra, cria, espera, compartilha e aprende a lidar com o mundo. Quando a tela ocupa todo esse espaço, algo importante fica sem treino. E nos adultos a tela também pode virar anestesia.

A gente rola o feed para não sentir ansiedade, assiste mais um vídeo para não encarar o cansaço, responde mensagem para fugir do próprio silêncio. Só que uma vida online não significa uma vida mais conectada. Talvez Toy Story 5 esteja fazendo uma pergunta maior.

Quem está ocupando o espaço da nossa atenção? Saúde mental também passa por recuperar presença com os outros, com o corpo, com o sono, com a vida real. A tela pode fazer parte da vida, ela só não pode virar o lugar onde a maior parte da vida acontece.

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