Transtornos alimentares: o que a cultura do corpo magro faz com a gente Pular para o conteúdo

Transtornos alimentares: o que a cultura do corpo magro faz com a gente

Quando um único tipo de corpo vira símbolo, existe um efeito sobre quem está assistindo. O Dr. Endrigo Neves explica a relação entre ambiente cultural e transtornos alimentares.

Transtornos alimentares não surgem do nada. Existem vulnerabilidades individuais, como perfeccionismo, aversão ao descontrole e rigidez, mas o ambiente cultural também importa muito.

Estudos mostram que entre 15% e 20% dos jovens apresentam comportamentos alimentares disfuncionais mesmo sem diagnóstico formal: jejum extremo, restrição crônica, culpa intensa ao comer, obsessão com o peso. A gente normalizou, mas não é normal.

Criticar mulheres por estarem muito magras também é violência. A saída não é trocar um policiamento pelo outro.

Transcrição do vídeo

Quando figuras muito influentes aparecem com um tipo de corpo, e esse corpo vira símbolo, a gente precisa falar sobre o que isso faz com quem está assistindo. Transtornos alimentares não surgem do nada. Existem vulnerabilidades individuais, traços de perfeccionismo, aversão ao descontrole, rigidez, mas existe também um ambiente cultural, e ele importa muito.

Os estudos mostram que algo entre 15% e 20% dos jovens apresenta comportamentos alimentares disfuncionais, mesmo sem diagnóstico formal. Jejum extremo, restrição crônica, culpa intensa ao comer, obsessão com o peso. A gente normalizou, mas não é normal.

Quando a estética de um único tipo de corpo é colocada como virtude, ele vira prova social. Magreza passa a significar disciplina, superioridade, e quem não se encaixa começa a acreditar que precisa mudar para ser aceito. Dito isso, celebridades têm direito ao próprio corpo, claro.

O problema não é a pessoa, o problema é quando um único padrão domina o imaginário coletivo e começa a gerar uma cadeia de sofrimento. E criticar mulheres por estarem muito magras também é violência. A saída não é substituir um policiamento pelo outro.

A diversidade não é pauta, é o que realmente existe no mundo, e é saudável. Se você está se relacionando de forma sofrida com o seu corpo, isso merece atenção.

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